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Fernando Santos - Disco Umbanda Fernando Santos - "Disco-Umbanda" Apresentado durante o extinto programa de Carlos Imperial como "a macumba em ritmo de discoteque".

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Vinícius de Moraes e Baden Powell - Os Afro-SambasBaden Powell e Vinícius de Moraes - Os Afro-Sambas Dois clássicos da MPB num álbum memorável.

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Os TincoãsOs Tincoãs Informações e discografia do grupo baiano que usou do samba de roda e do candomblé em suas músicas.

Conheça.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

7
Tincoãs


Procurava eu um filme antigo para download: Pastores da Noite – Otália da Bahia. E, no meio do caminho havia essa música.
E os Tincoãs aconteceram na minha vida. Nossa, que drama pra falar! Rss Mas é isso, a partir desta música, a vontade foi de conhecer todas. Esse tipo de samba é muito gostoso de ouvir, de dançar. E na discografia dos Tincoãs, há muitos nesse estilo. Mas há ainda mais: Houve um momento de cantos sacros católicos, algumas inspirações nas cantigas de terreiro e de músicas do cancioneiro popular. Tudo junto, numa expressão
Este grupo teve o seu primeiro álbum gravado na década de 70, mais precisamente em 73. Durante a sua história, sofreu baixas com a morte de integrantes ao longo do tempo. O único que ainda está vivo é Mateus Aleluia, que ainda toca em Salvador. O último lugar que fiquei sabendo era o “Colonial 17”, e isso já faz tempo. Infelizmente, desde então não soube de mais nada. Quando souber, aviso. E eventualmente ele faz participações em músicas de outros cantores. Segue a apresentação dele com Margareth de Menezes.


Álbum – Os Tincoãs (1973):
Faixas:
01- Deixa a gira girá (Adap. Mateus, Dadinho e Heraldo)
02- Iansã, mãe virgem (Mateus e Dadinho)
03- Sabiá roxa (Adap. Mateus, Dadinho e Heraldo)
04- Ogundê (Adap. Mateus e Dadinho)
05- Na beira do mar (Mateus, Dadinho)
06- Raposa e guará (Adap. Mateus e Dadinho)
07- Saudações aos orixás (Adap. Mateus e Dadinho)
08- Canto pra Iemanjá (Mateus e Dadinho)
09- Capela d'Ajuda (Adap. Mateus, Dadinho e Heraldo)
10- Obaluaê (Adap. Mateus, Dadinho e Heraldo)
11- A força da Jurema (Adap. Mateus, Dadinho e Heraldo)
12- Embola, embola (Adap. Mateus e Dadinho)

Álbum – O Africanto dos Tincoãs (1975):
Faixas:
01- Promessa Ao Gantois
02- Dora
03- Salmo
04- Homem Nagô
05- Canto E Danço Pra Curar
06- Sereia
07- Jó
08- Oxóssi Te Chama
09- Anita
10- Ogum Pai


Álbum – Tincoãs (1977):
Faixas:
1- Atabaque chora
2- Lamento as águas
3- Canto de dor
4- Chão da verdade
5- Romaria
6- Deixa a baiana sambar
7- Canto do Boiadeiro
8- Enterro da Iyalorixa
9- Chapéuzinho vermelho
10- Arrasta a cadeira
11- Cordeiro de Nana
12- Acará


Quarto CD: Dadinho e Mateus (1986):
Faixas:
01- Luanda Ê
02- Angola Vamos Cantar
03- África Blue
04- Quem Vem Lá
05- Flor Do Campo
06- Vovó Clementina
07- Rio Qg Do Samba
08- Muxima
09- Cachoeira (Bahia Lisboa)
10- Namíbia
11- Sou Eu Bahia
12- Óia Lá Muié


Canções avulsas:
Banzo (Trilha da novela "Escrava Isaura"):
http://www.4shared.com/file/39044133/83e9999c/05_-_Os_Tincos_-_Banzo.html?dirPwdVerified=c8ef1512

Marialva ("Trilha do filme Pastores da Noite - Otália da Bahia"):
http://www.4shared.com/audio/5qXVlDnk/Os_Pastores_da_Noite__Otlia_da.html


Achando mais, corro e posto.
Motumbá
Helena

segunda-feira, 16 de maio de 2011

2
"Os Afro-Sambas": Encontro e Entrega

"(...)E não digo na vaidade de ser letrista dos mesmos (sambas); digo-o em consideração à sua extraordinária qualidade artística, à misteriosa trama que os envolve: um tal encantamento em alguns que não há como sucumbir à sua sedução, partir em direção ao seu patético apelo."

Estas são algumas palavras das muitas que Vinícius usou na contra capa deste disco. O texto é maravilhoso, e fiz um post só com a transcrição dele feita a partir da imagem dessa contra capa, que achei no blog "Pirata do Rock".

O texto é parte integrante do álbum. Nele, Vinícius conta do processo do trabalho, de como tudo se deu. E a palavra que ressalto nesse primeiro momento é ENCONTRO. Encontro de duas pessoas extremamente diferentes, o tímido e jovem Baden, o boêmio e já não tão jovem Vinícius. E dos dois com uma imensa lacuna que era o Candomblé.

O processo de trabalho e de pesquisa foi intenso. Desdobrou-se e inclusive antecipou o próprio álbum, como na faixa "Berimbau", por exemplo, que é anterior ao álbum. Nos três primeiros meses, segundo o próprio Vinícius, os dois não queriam sequer sair de casa. O que era uma lacuna passou a ser uma garganta em que os dois pularam. E surge uma segunda palavra para o trabalho: ENTREGA.



De alguma forma, ENCONTRO e ENTREGA vão se desdobrando a cada toque do run. E geram descobrimento, redescobrimento, deflagração, mergulho. E uma perícia no trato das questões técnicas, um respeito a cada ewó¹. Com um entendimento de que a materialidade sonora,não só faria referência a um tema específico - no caso, um orixá - mas também era, em cada nota, parte da construção de conceito, de discurso e de mais materialidade. As três coisas juntas: Era axé.

Segue a imagem da contra capa com o texto de Vinícius:



Vinícius nesse momento é crítico do próprio trabalho. E antecipa, em 1966, uma tendência da arte contemporânea. Além disso, traz para o processo do seu trabalho musical a isenção do ambiente empostado de gravação. Traz pessoas alheias ao mercado da música, como pessoas encontradas pela cidade, e mesmo amigos, para participar da gravação. Pelo axé que trazem consigo para o processo de gravação. Por isso ele diz que "foram escolhidos a dedo", na contra capa.

Ele mesmo, o poetinha, o popular, o vulgar, o das massas. Ele mesmo, Oba Vinícius. Que se disse o branco mais preto do Brasil, e era da linha direta de Xangô. E saravá!




Sem mais delongas.

DOWNLOAD

Tipo de arquivo: RAR
Tamanho: 56,2MB
Disco Completo
http://www.4shared.com/file/GDuqPBNX/1966_-_Os_Afro_Sambas__Forma_.html


Faixas:
  1. Canto de Ossanha - 03:23
  2. Canto de Xangô - 06:28
  3. Bocoché - 02:34
  4. Canto de Iemanjá - 04:47
  5. Tempo de amor - 04:28
  6. Canto do Caboclo Pedra-Preta - 03:39
  7. Tristeza e solidão - 04:35
  8. Lamento de Exu - 02:16




Informações sobre o álbum:
Artistas: Vinícius de Moraes e Baden Powell
Nome: Os Afro-Sambas
Ano de Lançamento: 1966
Gravadora: Forma



Ficha técnica:
Produção e direção artística:
Roberto Quartin e Wadi Gebara
Técnico de gravação: Ademar Rocha
Contracapa: Vinicius de Moraes
Fotos: Pedro de Moraes
Capa: Goebel Weyne
Arranjos e regência: Maestro Guerra Peixe
Vocais: Vinicius de Moraes, Quarteto em Cy e Coro Misto
Sax tenor: Pedro Luiz de Assis
Sax barítono: Aurino Ferreira
Flauta: Nicolino Cópia
Violão: Baden Powell
Contrabaixo: Jorge Marinho
Bateria: Reisinho
Atabaque: Alfredo Bessa
Atabaque pequeno: Nelson Luiz
Bongô: Alexandre Silva Martins
Pandeiro: Gilson de Freitas
Agogô: Mineirinho
Afoxé: Adyr Jose Raimundo

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Contra Capa do disco "Os Afro-Sambas", de Baden Powell e Vinícius de Moraes (autor do texto)


Transcrição da contra capa dos Afro Sambas.

"Quando há quatro anos atrás, Baden Powell e eu começamos a compor pra valer (ficamos praticamente sem sair durante três meses. "Samba em Prelúdio", "Só por amor", "Bom dia, Amigo", "Labareda" e "O Astronauta" são dessa safra), uma das coisas que mais o fascinava era ouvir um disco que meu amigo Carlos Coquejo me trouxera da Bahia, uma gravação ao vivo de sambas de roda e cultos de candomblé com várias exibições de berimbau em suas diversas modalidades rítmicas. Nesse meio tempo, Baden deu um pulo a Salvador, onde teve a oportunidade de ver e ouvir candomblé e conviver com gente "por dentro" do assunto. A Bahia fez-lhe impressão enorme. Foi quando saiu nosso samba "Berimbau", que só por ser demais conhecido não consta desta série, embora a ela pertença, e o "Samba da Benção", de balanço nitidamente baiano.

Mas mesmo antes de "Berimbau", já Baden me catalisara para compor o "Canto do Caboclo Pedra Preta" aqui representado. O samba foi feito na hora, como se diz - a música e a letra da segunda parte buscando dar sentido ao canto original do "caboclo" - "Olô, pandeiro, olô viola", assim mesmo, com a vogal e no grave. Pois quando o "caboclo" Pedra Preta nos dizia que o "pandeiro não quer que eu sambe aqui, viola não quer que eu vá embora", parecia nos querer ele dar as coordenadas desse eterno conflito do amor e do sexo, cujo bandarilheiro e o ciúme em que o elemento "macho" (o pandeiro) repudia vivamente a entrada em cena do "caboclo" Pedra Preta (o "outro"), mas já aqui com a conotação também da divindade, de Pai-de-Santo, capaz de arrastar o elemento fêmea (a viola) para o mundo subterrâneo da magia negra e do sexo místico. Mas Pedra Preta não os concilia a não fugirem ao próprio destino - pandeiro tem que "pandeirar", viola tem que "violar". E quando na hora mágica do "caboclo", o galo canta fora de hora, o pandeiro parte, perdida que está para ele a partida.

A viola se integrará na missa negra e, doravante, também ela será sacerdotisa do culto. Esta é uma das interpretações que, uma vez terminado, o samba nos provocou. Mas a medida que ele se impunha pelo mistério do seu contexto, outros foram aparecendo. Pedra Preta seria, ao mesmo tempo, o elemento perturbador do eterno casal em conflito, cujo conflito é a essência mesma da vida em sua dinâmica. Só sei que me deixei completamente envolver pela sábia magia do candomblé baiano e durante meses vivemos em contato com o seu grave e obscuro mundo. Data de então, também, o "Canto de Yemanjá" em que, parece, Baden atingiu uma beleza poucas vezes alcançada. O canto inicial, com que a rainha do mar anuncia a sua presença e através da qual cativa e atrai os homens para a boda sem sexo (pois Iemanjá, neta de Oxum, sendo sereira tem corpo de peixe dos quadris para baixo) possui um tal mistério que até hoje não posso ouví-lo sem me perturbar fundamente. Dulce Nunes interpretou-o a perfeição, com uma voz abstrata, como que vinda de fora do além, do mágico mundo marítimo de Iemanjá.

Essas antenas que Baden tem ligadas para a Bahia e, em última instância para a África, permitiram-lhe realizar um novo sincretismo: carioquizar dentro do espírito do samba moderno, o candomblé afro brasileiro dando-lhe ao mesmo tempo uma dimensão mais universal. Tirante algumas experiências características - como fez, por exemplo, meu querido e saudoso amigo Jayme Ovalle com os "Três Pontos de Santo" - nunca os temas negros de candomblé tinham sido tratados com tanta beleza, profundidade e riqueza rítmica como por exemplo esse "duende da floresta afro-brasileira de sons" como eu disse de Baden Powell numa frase feliz. É esta, sem dúvida, a nova música brasileira e a última resposta que da o Brasil - esmagadora - à mediocridade musical em que se atola o mundo. E não digo na vaidade de ser letrista dos mesmos; digo-o em consideração a sua extraordinária qualidade artística, à misteriosa trama que os envolve: um tal encantamento em alguns que não há como sucumbir à sua sedução, partir em direção ao seu patético apelo. Notem também a estrutura rítmica puramente candomblé do "Canto de Xangô", em que Xangô agodô, o orixá velho, ao mesmo tempo que canta parece advertir Xangô jovem sobre a necessidade de amar sem medo, pois o jovem, após o primeiro fracasso amoroso, começa a adquirir uma certa reserva com relação ao amor. Em "Bocochê" (Segredo), volta ao tema de Iemanjá, já aqui tratado ritmicamente à maneira do Candomblé. No "Canto de Ossanha", Baden, ao meu ver, atingiu o máximo de profundidade em sua carreira de compositor. É um samba "advertente" e muito revolucionário em seu contexto. Um samba positivo, que não se recusa a enfrentar os problemas do amor e da vida. Em "Tempo de Amor", que é de todos o que menos se relaciona com o ritmo e a temática do candomblé, a estrutura do samba e sem embargo, autênticamente negra - o que justifica sua inclusão neste LP.

Quanto Roberto Quartin nos procurou, interessado em gravar esta série, combinamos com o jovem e talentoso produtor que o disco seria feito com um máximo de liberdade criadora e um mínimo de interesse comercial. Não nos interessava fazer um disco "bem feito" do ponto de vista artesanal, mas sim espontâneo, buscando uma transmissão simples do queriam nossos sambas dizer. Gravaríamos, inclusive, faixas mais longas do que gostam os homens de rádio e, conseqüentemente, a maior parte dos nossos intérpretes. E embora não sejamos cantores no sentido profissional da palavra, preferimos gravá-las nós mesmos a entregá-las a cantores e cantoras que realmente distorcem a melodia e o ritmo das canções em benefício de seu modo comercial de cantar ou de suas deformações profissionais adquiridas no sucesso efêmero junto a um público menos exigente. Assim estamos certos de que pelo menos gravamos uma matriz simples e correta, sem modismos nem sofisticações. E não foi outra razão pela qual escolhemos uma equipe onde - apesar de haver um conjunto vocal profissional da qualidade do "Quarteto em Cy" e uma cantora que se vai firmando cada vez mais como Dulce Nunes - (ouçam o "Lamento de Exu") a obediência a esse princípio foi absoluta. Nem as Baianinhas nem Dulce são "botadoras de banca" e cooperaram com toda a dedicação na feitura deste LP dentro do espírito que desejávamos Baden, Roberto Quartin e eu. Para desprofissionalizar ao máximo a gravação criamos mesmo o que passou a ser chamado o "Coro da Amizade"; amigas e amigos nossos escolhidos a dedo que vinham à gravação e sob a orientação e regência do maestro Guerra Peixe - criador de todos estes notáveis arranjos que aqui estão - mandavam a sua brasa no coro. Para se ter uma idéia do critério adotado, havia uma jovem tabelioa, um broto, bonito e inteligente que é, além do mais, filha do meu amigo Fernando Sabino, Eliana Sabino; a dançarina e estrela de teatro e cinema Betty Faria, cuja voz em solo sensual se ouve dando-me as respostas na primeira faixa, o "Canto de Ossanha"; minha amiga Tereza Drummond estara engolindo o violão; minha mulher Nelita, que embora tenha um fio de voz, compareceu com a sua graça e entusiasmo; o Dr. Cesar Augusto Parga Rodrigues, psiquiatra que toca um bom pianinho em casa, quando arranja uma batina, toca órgão nas Igrejas, figura de grande simpatia, mas a quem depois de um convívio maior no calor humano, alcoólico e atmosférico dos dias de gravação (ela realizou-se na canícula de janeiro), eu não sei se entregaria a minha "cuca" para analisar mormente depois de vê-lo regendo o coro metido no avental médico com que chegara do plantão; e finalmente Otto Gonçalves Filho, o popular Gaúcho, figura "velosiana", como o chamei, que também faz as suas coisinhas no violão e tem na algibeira uns sambas que irão correr mundo.

Por falar em figura velosiana, cumpre-me explicar uma coisa: O samba "Tempo de Amor" está sendo popularmente chamado de "Samba do Veloso". A razão é simples; é que Baden compôs no já famoso Bar Montenegro, também chamado o "Veloso", ali na esquina da Prudente e Moraes e Montenegro, em Copacabana.

O mesmo, aliás, onde há uns cinco anos atrás, Antônio Carlos Jobim e eu vimos passar toda linda e cheia de graça a "Garota de Ipanema".

Rio, fevereiro de 1966.
Vinícius de Moraes. "

domingo, 15 de maio de 2011

1
Fernando Santos: A umbanda em ritmo de discoteque

Essa é um garimpo. MESMO.

A música me foi apresentada por um amigo mais velho (inclusive fico em dúvida se deixo o crédito a ele aqui¹), data da década de 70. O link de vídeo que segue é do programa do Carlos Imperial, e foi resgatado pela galera do MofoTV.



Viagem no tempo, né? Bacana. Interessante pensar o como era apresentada a questão, como aparecia na TV. Apesar de ser antes de eu nascer, não faz tanto tempo assim. E no entanto, era um outro Brasil, uma outra umbanda. Vista de forma completamente diferente.

De novo: Um tempo que eu não vivi. Mas do qual eu ouço falar, porque é o da juventude dos meus pais, que eram do candomblé nessa época. Muita coisa que era feita foi perdida, muita coisa foi relida. Porque havia uma perseguição - ainda em 70, vai acreditar - às religiões afro. Não vou me estender muito no assunto porque é algo que eu quero entrevistar pessoas pra saber, e não falar besteira.

O que eu quero ressaltar é que mesmo numa época de tanta perseguição, havia, de alguma forma, manifestações na TV aberta que trouxessem essas questões. Muito foi feito. Há muito a se descobrir. A se gostar?

Enfim, como disse (de forma extremamente sensacionalista, exagerada e cômica) o Imperial: "De norte a sul discute-se: É valido ou não é válido a umbanda em ritmo de discoteque?"

Fica a questão. rssss



Segue o link para download do álbum completo. MUITO garimpo isso:

Tipo de arquivo: RAR
Tamanho: 53,7MB
Disco completo
http://www.4shared.com/file/Lv020bsu/Fernando_Santos_-_Fernando_San.html

Informações do Álbum
Artista: Fernando Santos
Nome: DiscoUmbanda
Ano de lançamento: 1978
Gravadora: CBS (Pelo selo na parte de cima da capa do álbum, mas informação não confirmada)

E onde estará Fernando e a sua DiscoUmbanda? Fernando eu não sei. E olhem que eu procurei, viu. Quem souber, dê a dica. Agora... Sobre a música, a chance é grande que tenha sido um único álbum.

Procurei por um link de venda de CD, mas não achei também.

Motumbá
Helena


¹ - Não sei se ele ficaria mto feliz em ver o nome aqui, então resolvi não colocar. Mas enfim, todos os créditos a ele: Foi quem me deu o caminho pra essa música e esse álbum.

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Apresentação: Proposta

Meu nome é Iara Helena e eu sou artista plástica e futura (quem sabe rss) arte-educadora. E porque vocês querem saber dessa neguinha? Bom, por nada, mas achei por bem falar porque né, era um jeito de começar. :)

E vai, tem lá a sua relevância sim. O fato de estar de alguma forma ligada às artes é o que vai dar origem ao nome do blog e, de alguma forma, a proposta dele. Vamos por partes. (Senta que lá vem história)

Yorubart foi o nome de um dos meus primeiros projetos artísticos desenvolvidos na faculdade. Era para ser uma série de trabalhos, e levou esse nome, porque tinha relação direta com o candomblé e a minha ancestralidade. Mas o tempo passou, eu fiz trabalhos nesse caminho e descobri que não era uma série destinada a ter um fim, e sim a construção da minha linguagem. Sendo assim, achei que dar um nome já não era mais necessário. Ficou o trabalho para um canto, o nome para o outro.

Candomblé, como eu disse, é parte da minha ancestralidade. É mais do que isso: Está gravado, de forma indissociável, em cada traço do meu rosto. Na forma de religiosidade, como campo de saber - pressupondo que são duas coisas diferentes, o que eu sinceramente não acredito (Inclusive, é um ponto interessante que talvez eu venha a bla-bla-blar eventualmente). E é algo que eu tenho constantemente pesquisado, como processo de trabalho, como processo pessoal, como processo formativo em determinados saberes.

No entanto, há uma dificuldade enorme em pesquisar tais assuntos. Há alguns livros, algumas iniciativas, muita música. Mas é muito difícil achar, é uma atividade de garimpo praticamente. Como a minha pesquisa sempre foi muito frutífera na área musical, houve uma vontade de concentrar estes conhecimentos num espaço.

Para isso, pensei num blog e ressucitei o nome Yorubart. Mas dessa vez, Yorubarte. Yorubar TE.

Tenho o blog e o layout faz algum tempo, já tinha essa vontade, e por uma questão ética eu não tinha postado nada. Não sabia como lidar com a questão da propriedade da música. Porque é propriedade. O que me motivou a fazer de fato é que a música já está postada previamente. Tudo o que eu consegui e colocarei no blog foi graças à internet. O blog concentrará, sim, a música, as imagens de obras de arte, ou o que for. Mas devidamente linkado para o seu local de compra, com todas as devidas referências e mais com o propósito de divulgar e concentrar esforços do que realmente de me prevalecer do trabalho e do suor dos outros.

Para tanto, devo afirmar que este espaço NÃO TEM FINS LUCRATIVOS. E que a sua proposta reside em articular um espaço para concentrar, pesquisar e divulgar as iniciativas artísticas que tenham como referência as culturas africanas relacionadas com o candomblé e outras religiões de matizes afro. Com o destaque das comunidades de língua yorubá, mas não somente essas.

E, claro, eventualmente dar um pitaco aqui e ali, que a nega não é de ferro. :)

Ah, sim, e se você tiver um trabalho relacionado com essas questões e quiser que eu divulgue por aqui, ou apresentação próxima, é só me enviar um email: hellmeirelles@hotmail.com .

Espero que seja bom pra todos nós.
Motumbá
Helena