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Fernando Santos - Disco Umbanda Fernando Santos - "Disco-Umbanda" Apresentado durante o extinto programa de Carlos Imperial como "a macumba em ritmo de discoteque".

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Vinícius de Moraes e Baden Powell - Os Afro-SambasBaden Powell e Vinícius de Moraes - Os Afro-Sambas Dois clássicos da MPB num álbum memorável.

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Os TincoãsOs Tincoãs Informações e discografia do grupo baiano que usou do samba de roda e do candomblé em suas músicas.

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

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As Ayabás - Download da música



A postagem anterior não tinha um link para o download da música porque não achei uma versão em estúdio. No entanto, fiz uma captura do audio do video e ficou bem boa. Segue o link para download:
http://www.4shared.com/audio/0abFWAaJ/Doces_Brbaros___As_Ayabs__76_.html

Numa versão só com Bethânia, retirada do álbum "Pássaro Proibido"(1976):
http://www.4shared.com/audio/airEAoGD/As_Ayabas.html

Numa versão cortada só com a parte de Oyá, muito bonita. De Bethânia e participação de Gal Costa e Alcione, do álbum:
http://www.4shared.com/audio/wNm3dz2h/Umbanda_-_Ians__Maria_Bethania.html


Pronto. Muito mais do mesmo, que é bom e faz crescer. rss

Motumbá
Helena

sexta-feira, 20 de maio de 2011

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Doces Bárbaros – “As Ayabás” : Eu agora vou dançar para todas as moças!



Porque não bato nem toco nada. Rsss ;)

“Ayabá”, segundo quem me ensinou, é um nome utilizado para fazer referência e prestar reverência aos orixás femininos. São nossas rainhas. Segue o vídeo, que eu quero falar umas coisinhas. Mas não antes que se veja. Que as minhas palavras cheguem depois da percepção do vídeo.



Então...

Me deixem ser um pouco babaca um momento: Como faz pra roubar essa saia (e esse abdômen) da Gal?

... Pronto, acabei. Obrigada. Continuando.

Sendo ayabá referente aos orixás femininos, faltam então Nanã e Yemanjá. Ao menos dentre os orixás cultuados no Brasil. Nos comentários do vídeo existe uma teoria de que Nanã e Yemanjá realmente não fazem parte desse grupo, que existe algum fundamento etimológico na palavra Ayabá para que somente Oyá, Obá, Ewá e Oxum façam parte. Vale a pena entrar no vídeo pelo youtube também, para se inteirar melhor. Dentro da minha ignorância, eu não sei bater o martelo numa explicação que dê conta e peço desculpas humildemente.

Mas não sei até que ponto isso essa explicação é necessária para o post. Porque o vídeo está aí, e ele e a musicalidade falam por si.

Esse é um argumento meio falho, porque se for assim, não há a necessidade de escrever nunca nada a respeito de coisa alguma. E honestamente, não sei até que ponto esta afirmação não prossegue. No entanto existem as palavras, que vêm de todo o canto quando se vê um trabalho como esse. E o que se pode fazer é falar, e compartilhar palavras, ainda que não seja necessário. E é o que eu vou fazer a seguir.

Esse vídeo é retirado do filme “Doces Bárbaros”, de Tom Job Azulay. Trata-se de um documentário sobre o processo do show destes quatro artistas juntos num grupo e que, de súbito, ganha alguma dramaticidade pela prisão de Gilberto Gil e do baterista da banda por porte de drogas. É muito interessante, e talvez volte a ser postado como resenha do filme.

As músicas selecionadas para estes shows são na maioria de autoria de Gil e Caetano, e trazem uma relação direta com os ritmos populares brasileiros – chamados de regionais, termo que eu não sou lá muito chegada¹. Há nesse esforço uma tentativa de usar ritmos fortes, consolidados e extremamente marginalizados pelo circuito da cultura nacional, como os ritmos caipiras e os de origem afro. Neste sentido, temos na faixa “As Ayabás” um exemplo marcante: É toda referente ao Candomblé. No som, na letra e em todo o processo.

Oyá, a bailarina, a borboleta, o próprio vento, anunciada por sua filha Bethania e cantada por Gal Costa, “quebra seus pratos” e dá cadência às que vêm a seguir. Abre corajosa, de peito aberto. E passa a bola para a destemida amazona Obá, trazida por Caetano Veloso, com seus feitos heróicos e sua triste orelha cortada. Linda à sua maneira, simples, com uma inevitável potência, nos leva de pé sobre o seu cavalo para a moradia da solitária Ewá. Aquela que vive distante de todos, silenciosa, dona de tudo que é inexplorado. E é revelada suavemente pelo Xangô de Gilberto Gil, este sedutor que canta a menina enquanto se encanta pelos seus modos. E então, todos cantam para mãe Oxum, rainha suprema na Bahia, mãezinha doce, acolhedora, temperamental. Dona das riquezas, da fertilidade, e com uma ligação direta com o culto das Iyá-mi.

Sobre as Iyá-mi, meus caros... Tanto melhor que não saibam muito, se não quiserem se comprometer com a religião. É um tipo de culto muito difícil, muito denso e de muito fundamento. O que eu posso dizer superficialmente é que é a força feminina do culto de orixá. O pássaro proibido. A feitiçaria e o domínio de tudo quanto é obscuro, oculto. É o controle do sangue das regras das mulheres. É o material corpóreo, a vertigem. É vida e morte ao mesmo tempo.

Ao trazer quatro mulheres desse culto, pode-se pensar que se está evocando tudo o que é ligado às Iyá-mi. Pensar em evocar esse domínio do feminino, este tipo de pensamento numa época como a da ditadura militar, por exemplo. Existe alguma pertinência nisso.

E principalmente, ao pensar que a religião foi criada e desenvolvida no país pela mãos de mulheres, cantar para as moças, além de um tributo a essas mulheres, avisa também da sua potência. Ao fazer sentir cada um desses axés femininos, os Doces Bárbaros batem cabeça para o princípio do penetrável e vão buscar uma nova ordem cultural, musical, social e política.

Motumbá
Helena

1: Porque ao pensar que estes são ritmos podem ser caracterizados como regionais, pressupõe-se que exista uma outra categoria de ritmo que não seja regional, que seja “global”. E, sendo global, fala a todos, enquanto o outro só fala a uma minoria. Leva a um pensamento de que o global é um tipo de saber construído mundialmente, comprovável, científico, enquanto regional é necessariamente primitivo, parado no tempo e é um tipo de manutenção de práticas inúteis e desprovidas de qualquer tipo de raciocínio. E não é por aí. O global tem as suas origens, que coincidem com seu espaço de desenvolvimento. Todo global é local porque parte de algum lugar. O que torna mais divulgado e mais conhecido – e nem por isso compartilhado – é a política, a academia, a economia, e não o saber em si.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

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Tincoãs


Procurava eu um filme antigo para download: Pastores da Noite – Otália da Bahia. E, no meio do caminho havia essa música.
E os Tincoãs aconteceram na minha vida. Nossa, que drama pra falar! Rss Mas é isso, a partir desta música, a vontade foi de conhecer todas. Esse tipo de samba é muito gostoso de ouvir, de dançar. E na discografia dos Tincoãs, há muitos nesse estilo. Mas há ainda mais: Houve um momento de cantos sacros católicos, algumas inspirações nas cantigas de terreiro e de músicas do cancioneiro popular. Tudo junto, numa expressão
Este grupo teve o seu primeiro álbum gravado na década de 70, mais precisamente em 73. Durante a sua história, sofreu baixas com a morte de integrantes ao longo do tempo. O único que ainda está vivo é Mateus Aleluia, que ainda toca em Salvador. O último lugar que fiquei sabendo era o “Colonial 17”, e isso já faz tempo. Infelizmente, desde então não soube de mais nada. Quando souber, aviso. E eventualmente ele faz participações em músicas de outros cantores. Segue a apresentação dele com Margareth de Menezes.


Álbum – Os Tincoãs (1973):
Faixas:
01- Deixa a gira girá (Adap. Mateus, Dadinho e Heraldo)
02- Iansã, mãe virgem (Mateus e Dadinho)
03- Sabiá roxa (Adap. Mateus, Dadinho e Heraldo)
04- Ogundê (Adap. Mateus e Dadinho)
05- Na beira do mar (Mateus, Dadinho)
06- Raposa e guará (Adap. Mateus e Dadinho)
07- Saudações aos orixás (Adap. Mateus e Dadinho)
08- Canto pra Iemanjá (Mateus e Dadinho)
09- Capela d'Ajuda (Adap. Mateus, Dadinho e Heraldo)
10- Obaluaê (Adap. Mateus, Dadinho e Heraldo)
11- A força da Jurema (Adap. Mateus, Dadinho e Heraldo)
12- Embola, embola (Adap. Mateus e Dadinho)

Álbum – O Africanto dos Tincoãs (1975):
Faixas:
01- Promessa Ao Gantois
02- Dora
03- Salmo
04- Homem Nagô
05- Canto E Danço Pra Curar
06- Sereia
07- Jó
08- Oxóssi Te Chama
09- Anita
10- Ogum Pai


Álbum – Tincoãs (1977):
Faixas:
1- Atabaque chora
2- Lamento as águas
3- Canto de dor
4- Chão da verdade
5- Romaria
6- Deixa a baiana sambar
7- Canto do Boiadeiro
8- Enterro da Iyalorixa
9- Chapéuzinho vermelho
10- Arrasta a cadeira
11- Cordeiro de Nana
12- Acará


Quarto CD: Dadinho e Mateus (1986):
Faixas:
01- Luanda Ê
02- Angola Vamos Cantar
03- África Blue
04- Quem Vem Lá
05- Flor Do Campo
06- Vovó Clementina
07- Rio Qg Do Samba
08- Muxima
09- Cachoeira (Bahia Lisboa)
10- Namíbia
11- Sou Eu Bahia
12- Óia Lá Muié


Canções avulsas:
Banzo (Trilha da novela "Escrava Isaura"):
http://www.4shared.com/file/39044133/83e9999c/05_-_Os_Tincos_-_Banzo.html?dirPwdVerified=c8ef1512

Marialva ("Trilha do filme Pastores da Noite - Otália da Bahia"):
http://www.4shared.com/audio/5qXVlDnk/Os_Pastores_da_Noite__Otlia_da.html


Achando mais, corro e posto.
Motumbá
Helena

domingo, 15 de maio de 2011

1
Fernando Santos: A umbanda em ritmo de discoteque

Essa é um garimpo. MESMO.

A música me foi apresentada por um amigo mais velho (inclusive fico em dúvida se deixo o crédito a ele aqui¹), data da década de 70. O link de vídeo que segue é do programa do Carlos Imperial, e foi resgatado pela galera do MofoTV.



Viagem no tempo, né? Bacana. Interessante pensar o como era apresentada a questão, como aparecia na TV. Apesar de ser antes de eu nascer, não faz tanto tempo assim. E no entanto, era um outro Brasil, uma outra umbanda. Vista de forma completamente diferente.

De novo: Um tempo que eu não vivi. Mas do qual eu ouço falar, porque é o da juventude dos meus pais, que eram do candomblé nessa época. Muita coisa que era feita foi perdida, muita coisa foi relida. Porque havia uma perseguição - ainda em 70, vai acreditar - às religiões afro. Não vou me estender muito no assunto porque é algo que eu quero entrevistar pessoas pra saber, e não falar besteira.

O que eu quero ressaltar é que mesmo numa época de tanta perseguição, havia, de alguma forma, manifestações na TV aberta que trouxessem essas questões. Muito foi feito. Há muito a se descobrir. A se gostar?

Enfim, como disse (de forma extremamente sensacionalista, exagerada e cômica) o Imperial: "De norte a sul discute-se: É valido ou não é válido a umbanda em ritmo de discoteque?"

Fica a questão. rssss



Segue o link para download do álbum completo. MUITO garimpo isso:

Tipo de arquivo: RAR
Tamanho: 53,7MB
Disco completo
http://www.4shared.com/file/Lv020bsu/Fernando_Santos_-_Fernando_San.html

Informações do Álbum
Artista: Fernando Santos
Nome: DiscoUmbanda
Ano de lançamento: 1978
Gravadora: CBS (Pelo selo na parte de cima da capa do álbum, mas informação não confirmada)

E onde estará Fernando e a sua DiscoUmbanda? Fernando eu não sei. E olhem que eu procurei, viu. Quem souber, dê a dica. Agora... Sobre a música, a chance é grande que tenha sido um único álbum.

Procurei por um link de venda de CD, mas não achei também.

Motumbá
Helena


¹ - Não sei se ele ficaria mto feliz em ver o nome aqui, então resolvi não colocar. Mas enfim, todos os créditos a ele: Foi quem me deu o caminho pra essa música e esse álbum.